Mulher, teu deleite
me apraz.
É-me, também,
aprazível
a alegria de teu
corpo dentro de
mim,
minha sereia.
À noite,
meu amor,
dou-me ao luxo de
contar teus espasmos,
teu canto mavioso cheio de
volúpias fora de
mim.
Quando rompe o dia,
eis que teu olhar
persiste langoroso,
tuas pálpebras semicerradas,
com olho de peixe morto e
me dizendo que vendi bem
meu peixe.
Pois é, sou teu marujo,
meu amor,
apenas vendi o peixe pelo
preço que comprei.

Nenhum comentário:
Postar um comentário